O que o fungo trichophyton provoca?

O trichophyton rubrum é um tipo de fungo dermatófito, o que significa que ele pode infectar tanto humanos quanto animais, e é o principal responsável pelas micoses que vemos no dia a dia.

Ele pode ser facilmente encontrado sobre a pele humana e é uma das principais causas de problemas como pé de atleta, também conhecido como frieira, onicomicose e de dermatofitose.

Ao se alimentar da queratina encontrada em áreas do corpo ele costuma infectar a pele, unhas e pelos, majoritariamente de homens, por todo o globo.

Bactéria trichophyton
Bactéria trichophyton

Esses fungos costumam ter origem de animais, humanos e até mesmo do solo, e o trichophyton em especial é formado por diversas espécies de fungos, sendo a principal delas a T. rubrum.

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Pesquisas estimam que 20% das pessoas acima de 40 anos já teve onicomicose, sendo que o nome da doença vem do grego e onico, que significa unha.

O índice é alto entre adultos, entretanto, essa é uma infecção que tem pouca presença entre as crianças e jovens, assim como também afeta menos a vida das mulheres.

Essas micoses surgem principalmente nas unhas, sendo nos pés os casos mais comuns, mesmo que ainda seja possível que elas surjam também nas mãos.

Sua proliferação é facilitada em ambientes lotados, úmidos e quentes, como duchas e piscinas compartilhadas. Um facilitador para o seu surgimento e desenvolvimento é lugares escuros e fechados, motivo pelo qual acaba aparecendo mais nas unhas dos pés.

Certo, mas o que exatamente o Trichophyton causa?

A mais comum das onicomicoses causadas pelo fungo trichophyton o pé de atleta, ou frieira, é também a infecção de pele mais comum dentre as que surgem através de fungos.

Ela possui uma transmissão extremamente fácil, onde basta apenas o infectado pisar no chão de um vestiário, uma piscina ou andar tranquilamente pela praia e a contaminação já estará feita.

Ambientes úmidos proliferam as chances de contaminação
Ambientes úmidos proliferam as chances de contaminação

Por ser uma doença facilmente transmitida não apenas por contato direto com o infectado, mas também com superfícies onde ele esteve, além de ter tido um alto índice de aparecimento nos pés, ele ganhou esse nome (pé de atleta) já que se tornou comum dentro de vestiários masculinos.

Com sintomas como bolhas e rachaduras na pele ele acaba sendo bem desconfortável para quem a contrai, gerando forte ardor no local e uma coceira ainda mais incômoda.

Apesar de ter pé no nome essa infecção não se restringe apenas a essa área. Na verdade, ela pode acabar se espalhando para várias partes do corpo, onde costuma provocar queda de pelos, áreas avermelhadas e fazer com que a pele acabe descascando.

Uma variação desse problema é a coceira do jóquei, que é quando a infecção acaba se alojando próximo a virilha dos homens, causando coceira intensa e inchaço. Quando a situação se complica ainda mais as fissuras que surgem na pele podem acabar fazendo com que um líquido apareça e a pele acabe ficando mais fina e dolorida.

Outra doença que também vem da família de fungos trichophyton é a infecção fúngica, ou, em seu nome científico, a dermatofitose. Ela pode ser encontrada em diversas partes do corpo, incluindo cabelos e unhas, e além do contágio por contato com um humano infectado ela também pode ser contraída ao que o paciente toca animais e solo contaminados.

Imagem do trichophyton
Imagem do trichophyton

Entre as lesões que ela causa existem cinco principais: tinha corpórea, tinha dos pés, tinha cruris, tinha capitis e tinha das unhas.

A primeira delas, tinha corpórea, também recebe o nome de impingem e pode surgir em qualquer parte do corpo. Já a tinha dos pés, como o nome já dá a dica, aparece especificamente entre os dedos do pés.

A tinha cruris se foca na virilha e a tinha capitis é a única que acaba surgindo com maior frequência em crianças, atacando o couro cabeludo delas e causando a queda de cabelo na região.

Por último está a tinha das unhas, que pode surgir tanto nas mãos quanto nos pés, e tem como sintoma deixar as unhas espessas e completamente sem brilho.

Todas as infecções citadas são extremamente infecciosas e tem em comum seus sintomas: pele avermelhada e descascando, coceira e incômodo. Se não tratada ela tende a se espalhar pelo corpo, aumentando a gravidade do problema e dificultando ainda mais para o futuro tratamento.

Por último se tem a onicomicose, que costuma ser chamada apenas de micose, um nome genérico dado às diferentes infecções que surgem através de fungos e atacam as unhas, cabelos e pele se alimentando da queratina que possuímos nessas regiões. A onicomicose, em especial, é relacionada as micoses que se concentram nas unhas.

Apesar de ser possível que qualquer unha do nosso corpo seja atacada por esses fungos, o caso mais recorrente é a do dedão pé, graças a sua posição de vulnerabilidade assumida com o costume que adquirimos de utilizar sempre calçados fechados e passar boa parte do tempo com eles.

Fases agravantes da Onicomicose

Existem quatro fases de agravantes para a onicomicose. São eles:

A subungueal distal lateral, que é a mais comum deles. Nele o fungo invade a borda livre da unha, fazendo com que ela se desloque e acabe se tornando oca e assumindo um aspecto esbranquiçado.

Endonyx, muito parecida com a anterior, com a diferença de que ela não causa o deslocamento.

Subungueal proximal é um tipo mais raro da infecção, que se aloja por baixo da unha fazendo com que apareçam manchas brancas, que vão subindo a medida que as unhas crescem.

E da distrófica total, que é quando a unha acaba sendo totalmente destruída e ficando deformada.

Para essa e outras infecções que surgem da mesma origem os principais fatores de risco são:

  • Idade, sendo que depois dos 40 a chance de contrair essas infecções aumenta bastante;
  • repetidos machucados nas áreas dos dedos, especialmente se você é atleta e costuma provocar lesões com frequência;
  • sistema imunológico debilitado;
  • conviver com a diabetes e os contratempos que ela causa;
  • problemas de má circulação do sangue e um contato constante com água e sabão.

O tratamento das micoses costuma ser lento e pode levar de meses a anos para começar a alcançar um resultado satisfatório no paciente.

Em casos mais leves ele pode ser feito com pomadas ou esmaltes colocados diretamente sobre a área afetada.

Já em casos mais graves pode ser necessário o uso oral de medicamentos e até mesmo a remoção total da das partes afetadas pelos fungos, como as unhas que sofrem a distrófica total.