Tintura no cabelo

Tintas de cabelo tem relação com câncer de mama aponta estudo

Estudo conduzido pelo National Institute of Environmental Health Sciences afirma que milhares de produtos utilizados para tingir e alisar cabelos podem causar câncer de mama em mulheres que já apresentem algum risco de desenvolver a doença.

A associação não é nova, mas a correlação entre os produtos e o câncer sempre foram pouco identificados.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) analisaram dados de um projeto anterior do governo que estudava a saúde a longo prazo de mulheres saudáveis nos EUA, cujas irmãs haviam desenvolvido câncer anteriormente, apropriadamente chamado de Sister Study. Como parte do projeto, as mulheres foram questionadas sobre o uso de produtos para o cabelo nos últimos 12 meses anteriores à participação na pesquisa. 

Usando esses dados, eles acompanharam a saúde de cerca de 45.000 mulheres norte-americanas, entre 35 e 74 anos, durante aproximadamente oito anos.

Os pesquisadores relataram que os maiores índices da doença foram identificados em mulheres que tiveram contato direto com tais produtos.

Roupas e Acessórios femininos

Para os envolvidos na pesquisa, era importante que as participantes fossem de diferentes locais e etnias.

No geral se identificou que mulheres expostas a essas substâncias tinham maior índice de cancêr de mama, sendo que com maior incidência em mulheres negras.

As mulheres que se declararam brancas apresentaram um risco 8% maior de desenvolverem a doença, por usar tinta de cabelo permanente uma vez a cada 5 ou 8 semanas.

As mulheres negras, que também disseram utilizar tintas de cabelo frequentemente, apresentam 60% de chances de desenvolverem câncer de mama. A porcentagem das mulheres que alisam o cabelo foi a mesma, independente de raça.

Portanto, é impossível ter uma noção concreta das circunstâncias, visto que os fatores externos – como massa corporal, histórico familiar e idade – também são relevantes para identificar uma possível doença. A especulação é em relação a como produtos químicos podem afetar mulheres que já possuem alguma relação com o câncer.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é fundamental. Isso porque o câncer de mama metastático pode ocorrer em decorrência da evolução de um câncer de mama detectado e tratado em estágio anterior ou em função do diagnóstico tardio da doença.

A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico.

Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele; então fique atenta e acompanhe qualquer suspeita com seu médico de confiança.