Qual a diferença entre caspa e seborreia?

Seborreia ou Caspa? É muito comum surgir algumas dúvidas confundindo a caspa com a dermatite seborreica. A verdade é que são coisas diferentes, mas que estão diretamente ligadas, e por isso essa confusão é tão normal. 

Identificar exatamente qual o problema é fundamental, pois só assim é possível recorrer ao tratamento adequado. 

Confira a seguir qual a diferença entre caspa e seborreia e esclareça suas dúvidas sobre esse tema de uma vez por todas.

A diferença entre caspa e seborreia 

A caspa nada mais é do que o nome popular dado ao processo de descamação que é uma das principais características dos quadros de dermatite seborreica no couro cabeludo. Por isso estão diretamente ligadas: a caspa é um dos sintomas da seborreia. 

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A dermatite pode acontecer por três causas principais: excesso de oleosidade, inflamação da pele e a presença de um fungo.

Ainda que a caspa seja um dos principais sintomas da seborreia, nem toda dermatite seborreica descasca. Além da descamação, pode apresentar também outros sintomas, como vermelhidão e coceira.

A sensação de coceira aumenta em épocas de alteração climática, principalmente quando o tempo muda bruscamente. 

A seguir você pode conhecer um pouco mais sobre a seborreia.

Saiba mais sobre a dermatite seborreica

Também conhecida como eczema, sebopsoríase ou seborréia, a dermatite seborreica pode se manifestar tanto em adultos quanto em crianças, com mais frequência em homens do que em mulheres. 

Não se trata de uma doença contagiosa ou perigosa, nem de um tipo de alergia ou causada por falta de higiene. 

Esse quadro não é contagioso, e pode se desenvolver a partir da predisposição familiar e pessoal para o aumento da produção de sebo, e também através de fungos (como o Pityrosporum ovale), que colaboram para a inflamação na região. 

Seborreia e caspa são coisas diferentes, mas se completam

É mais comum que essa condição se manifeste na área do couro cabeludo, mas não só. A dermatite seborreica também pode aparecer nas sobrancelhas, barba, perto do nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito, nas costas e nas dobras da pele (debaixo dos seios, nas axilas e virilhas). 

Pode se manifestar até mesmo em bebês, sabia?! Pois é, só que nesse caso é chamado de crosta láctea. Trata-se de uma condição inofensiva e temporária, que se manifesta por meio de cascas grossas amareladas ou marrons, que aparecem principalmente no couro cabeludo da criança, mas que pode surgir também na região das fraldas.

Pode acontecer também do quadro reaparecer durante a fase da adolescência.

Fatores de risco

alguns fatores de risco que podem aumentar consideravelmente a chance do desenvolvimento da dermatite seborreica, ou de outros tipos de dermatite. 

Essa condição pode ser favorecida pela pela questão genética. Pessoas que possuem familiares com a doença podem acabar apresentando predisposição para ter seborreia. 

Derrames e outras condições neurológicas, como o Mal de Parkinson, por exemplo, também podem favorecer o aparecimento desse quadro. O mesmo vale para pessoas com infecção pelo vírus do HIV. 

O mesmo vale para pessoas que possuem pele e cabelo naturalmente oleosos, ou seja, com intensa produção de óleo. 

Como evitar a seborreia?

Muitos produtos disponíveis no mercado prometem reduzir a oleosidade, mas mesmo que diminuam não tratam de fato a inflamação, que é a raiz do problema. O tratamento completo deve ser feito com produtos que matam o fungo, tratam a inflamação e reduzem a oleosidade, cuidando de todos os aspectos do problema. 

Além do tratamento, há também algumas outras maneiras de evitar o desenvolvimento da dermatite seborreica, uma vez que ela pode ser influenciada pelos hábitos de vida de cada um. Os sintomas podem ser amenizados se combinados o tratamento com medicamentos a algumas mudanças no estilo de vida. 

Tenha novas hábitos de vida!

Tente tomar banhos rápidos e em temperaturas amenas. A água quente estimula a dilatação dos vasos sanguíneos, o que agrava a inflamação da dermatite. A água fria, por sua vez, faz muito bem, não só para o couro cabeludo, mas para a pele e saúde do corpo como um todo.

Evite deixar o couro cabeludo exposto à umidade por muito tempo, e não abafe a região com bonés, chapéus ou amarrando o cabelo quando este estiver úmido. Chapéus podem aumentar a oleosidade do couro cabeludo, favorecendo a dermatite. 

Seque bem os cabelos após o banho, com secador em temperatura amena. A umidade pode proliferar fungos causadores da dermatite. Não durma com os fios molhados. 

Opte por usar roupas frescas, que não retenham o suor. Tecidos sintéticos, por exemplo, tendem a ser contraindicados para pessoas com predisposição à dermatite seborreica. 

Para diminuir a dermatite seborreica em bebês, indica-se passar óleo mineral na cabeça da criança antes de remover a crosta láctea, e trocar as fraldas com frequência. O contato úmido da fralda com a pele pode favorecer o aparecimento de erupções cutâneas e irritações. 

Como é feito o diagnóstico? 

A melhor, mais segura e eficaz forma de evitar e tratar a dermatite seborreica é consultando um médico especializado, como um dermatologista ou tricologista. 

O diagnóstico é feito por um médico dermatologista

O diagnóstico da dermatite seborreica é feito clinicamente por um médico dermatologista, que irá analisar a localização das lesões e recolher o relato do paciente da manifestação dos sintomas. 

Em alguns casos, é necessária a realização de exames clínicos para realizar o diagnóstico da doença. O teste de contato, a biópsia e o micológico são alguns dos exames clínicos que podem ser solicitados pelo dermatologista. 

Se você tem notado o aparecimento dos sintomas que citamos anteriormente nesse texto, não pense duas vezes em consultar um dermatologista. Ele é o profissional mais indicado para te ajudar a solucionar esse problema.